sexta-feira, 8 de abril de 2016

O cheiro de vela
Por: Priscila Gorzoni




Como eu já escrevi algumas vezes aqui sou cética, mas sou medrosa.

Mas o caso que conto agora aconteceu comigo e o considero assombrado.


No mínimo estranho.


Não é novidade que existem várias lendas e crenças sobre sobrados. E sinceramente sempre me diverti com essas lendas, nunca acreditei nelas, embora adorasse saber. 


Não perco aquela  série Assombrações do Discovery. Adoro. E sempre tem um sobrado envolvido nas histórias.


Mas sou cética, acho que todos aqueles fenômenos tem explicações físicas. 


Durante um tempo morei em uma casa muito antiga com a minha irmã.


Minha irmã consegue ser ainda mais medrosa do que eu. Minha irmã é pisciana e como todo pisciano é mistica e assustada.


E sabíamos que na casa haviam morado duas senhoras e que tinham morrido lá também.


A casa estava em ótimo estado e durante um ano a reformamos. 


Desta forma ela ficou bem diferente do que era.


Mas era com certeza uma casa da década de 1970, porque quando eu era pequena me lembro dela.


Algumas vezes passei na rua e vi a casa, mas nunca imaginei que um dia moraria nela.


Dessas coisas do destino, da vida.


De qualquer forma sempre me senti muito bem na casa, a energia é boa.


No inicio me sentia mais desconfortável porque ficava pensando nas duas velhinhas que tinham morado lá.


Conversando com os vizinhos descobri que as duas amavam a casa e que haviam inclusive plantado uma árvore bem na frente dela. Árvore que cresceu, colocamos adubo e cuido dela como se fosse minha.


Me disseram que as duas senhoras eram muito religiosas, muito católicas e de fato percebi isso quando me deparei com um crucifixo bem antigo atrás da porta de entrada da casa. Assim que me mudei tirei da casa tudo o que pertencia às velhinhas.


Mas a minha irmã sempre foi muito medrosa, mil vezes mais medrosa do que eu.


E um dia a noite ela me chamou.


Me disse que sentia um cheiro de vela. Eu andei pelo corredor e não senti nada, mas ela insistiu.


Fiquei com medo e naquela noite não dormi.


No dia seguinte ela me disse que sentia um cheio de vela no corredor novamente e que as portas batiam quando ela estava lá sozinha.


Claro, que batiam, existia uma forte corrente de ar na casa.


Mas uma vez fiquei lá sozinha e ouvi alguém me chamar, um chamado bem baixo, mas ouvi. Fiquei com medo, muito medo.


Não era exatamente um chamado pelo meu nome, mas um som de chamado.


Também não dormi.


Foi então que fiz contato com um amigo meu de Minas que benzia a distância.


Pedi para ele me dizer o que tinha na casa e se ele podia benzê-la para mim.


Ele me tranquilizou, disse que não tinha nada na casa e que o fato dela ter sido reformada tirou toda a energia das antigas donas. Fiquei sossegada.


Ele benzeu a casa e nunca mais sentimos nada.




Fonte: Relatos assombrados de São Caetano do Sul, Priscila Gorzoni 



(ESSE TEXTO NÃO PODE SER COPIADO SEM OS DEVIDOS CRÉDITOS DE AUTORIA, CONFORME A LEGISLAÇÃO DE DIREITOS AUTORAIS LEI 9610, de 19 de fevereiro de 1998, "Dos Direitos Morais do Autor", Artigo 24, Inciso II. POR FAVOR, NÃO COPIEM, COMPARTILHEM O LINK. OBRIGADA)  









quinta-feira, 7 de abril de 2016

A loira do cemitério
Por: Priscila Gorzoni



Durante alguns meses sai pela cidade entrevistando moradores que tinham histórias assombradas ou enigmáticas para contar e me deparei com alguns relatos bem curiosos.
Um deles foi o de Maria* que teve uma vida bem atribulada na cidade e muitos fatos assustadores para contar.
O fato que mais assombrou Maria foi o da loira do cemitério. Essa é uma lenda urbana muito comum em várias cidades brasileiras.
Conto o relato dela abaixo.
Até hoje Maria* se lembra da loira do cemitério que seu marido disse que havia visto a noite nas portas do cemitério.
O marido de Maria já morreu há alguns anos, mas antes disso lhe contou com detalhes como foi a aparição da loira assustadora. “Ele me disse que ela era linda, toda arrumada, mas que todos caiam do cavalo quando se aproximavam. Os homens que a viam queria conhecê-la, iam atrás e quando chegavam perto ela se mostrava em forma de fantasma. Uma vez ele foi ver, mas não conseguiu, apenas avistou uma mulher bonita, loira caminhando na porta do cemitério à noite. Quando chegou perto ela desapareceu”, conta.
Segundo Maria isso aconteceu muitas vezes com os colegas e a lenda embora muito antiga desde 1939 sobreviveu até 1982. A lenda ficou tão famosa que muitos também a avistaram vagando pelo cemitério tanto que poucos casais na década de 80 se aventuravam nesses lados. “Quando os casais passavam em frente ao cemitério, os outros falavam cuidado com a loira, cuidado com a loira”, conta.



Fonte: Relatos assombrados de São Caetano do Sul, Priscila Gorzoni 


(ESSE TEXTO NÃO PODE SER COPIADO SEM OS DEVIDOS CRÉDITOS DE AUTORIA, CONFORME A LEGISLAÇÃO DE DIREITOS AUTORAIS LEI 9610, de 19 de fevereiro de 1998, "Dos Direitos Morais do Autor", Artigo 24, Inciso II. POR FAVOR, NÃO COPIEM, COMPARTILHEM O LINK. OBRIGADA)  








quarta-feira, 6 de abril de 2016

Bairro Santa Paula 
Por: Priscila Gorzoni 



Esse Bairro foi escolhido para receber o primeiro Cemitério da cidade, em 1911. A família mais antiga deste Bairro foi a dos Garcia. O loteamento começou na década de 1920, com os fazendeiros Gabriel Teixeira de Paula e Serafim Constantino. Em 1929 foi criada nesse Bairro a Sociedade Teuto-brasileira.

(ESSE TEXTO NÃO PODE SER COPIADO SEM OS DEVIDOS CRÉDITOS DE AUTORIA, CONFORME A LEGISLAÇÃO DE DIREITOS AUTORAIS LEI 9610, de 19 de fevereiro de 1998, "Dos Direitos Morais do Autor", Artigo 24, Inciso II. POR FAVOR, NÃO COPIEM, COMPARTILHEM O LINK. OBRIGADA)  


Fonte: O livro das curiosidades de São Caetano do Sul, Priscila Gorzoni

terça-feira, 5 de abril de 2016

João Rela: O Homem da Capa Preta
Por: Priscila Gorzoni


João Rela foi um dos moradores mais famosos da São Caetano da década de 1910.
Ele era um respeitável juiz de paz de dizem que a noite se transformava no Homem da Capa Preta, personagem que assustava as moças da cidade na calada da noite.
Apesar da fama nenhuma prova mais concreta foi apresentada constatando de que ele realmente era o Homem da Capa Preta e atacava as pessoas.   
João Rela nasceu em Itatiba, São Paulo, em 16 de setembro de 1889. Filho de Giácomo e Antonieta Rela. Veio para o ABCD na década de 10. Foi o chefe da estação de Campo Grande e em 1971, mudou-se para São Caetano, como chefe da estação. Aqui montou a primeira padaria.

(ESSE TEXTO NÃO PODE SER COPIADO SEM OS DEVIDOS CRÉDITOS DE AUTORIA, CONFORME A LEGISLAÇÃO DE DIREITOS AUTORAIS LEI 9610, de 19 de fevereiro de 1998, "Dos Direitos Morais do Autor", Artigo 24, Inciso II. POR FAVOR, NÃO COPIEM, COMPARTILHEM O LINK. OBRIGADA)  


Fonte: O livro das curiosidades de São Caetano do Sul, Priscila Gorzoni

segunda-feira, 4 de abril de 2016

A Igreja Sagrada Família
Por: Priscila Gorzoni 

 

Com o crescimento da população, em 1932 iniciaram suas construções. Os idealizadores da construção foram os padres José Tondim e Alexandre Grigolli. A decoração interna foi executada pelos pintores Pedro Gentilli e Ulderico Gentili.



(ESSE TEXTO NÃO PODE SER COPIADO SEM OS DEVIDOS CRÉDITOS DE AUTORIA, CONFORME A LEGISLAÇÃO DE DIREITOS AUTORAIS LEI 9610, de 19 de fevereiro de 1998, "Dos Direitos Morais do Autor", Artigo 24, Inciso II. POR FAVOR, NÃO COPIEM, COMPARTILHEM O LINK. OBRIGADA)  


Fonte: O livro das curiosidades de São Caetano do Sul, Priscila Gorzoni

domingo, 3 de abril de 2016

O anjo da guarda
Por: Priscila Gorzoni




Essa não é exatamente uma história de assombração, mas não deixa de ser enigmática e misteriosa.

Aconteceu comigo.

Eu sou escultura, costumo fazer máscaras e carrancas em madeira, pedra sabão, concreto celular.

Há muitos anos esculpo e por conta dessa minha atividade paralela a minha profissional costumavam me chamar para esculpir em eventos.

Eu ia, embora não goste de esculpir com platéia.

Mas eu ia, desenvolvi uma estratégia, fingia que não tinha platéia.

Cada artista tem sua forma de ser, alguns gostam de se expor, outros não.

Eu costumo dizer que quem tem que aparecer não sou eu, mas o meu trabalho. Sempre pensei assim.

Mesmo nas exposições que tinham trabalhos meus, eu gostava de ficar anônima. Acho divertido assim.

Bom, mas então fui a essa feira de demonstrações artísticas onde estavam vários outros artistas plásticos, nenhum escultor, na maioria pintores.

 Levei o concreto celular que é mais rápido para esculpir e faria uma escultura máscara.



Comecei a esculpir e estava ao meu lado um pintor espírita. Um senhor muito simpático que me viu esculpir e ficou assustado. Ele ficava parado me vendo esculpir.

É normal a escultura costuma chamar a atenção mesmo. As pessoas costumam parar, perguntar. O concreto celular chama muito a atenção.

É um trabalho braçal, pesado, mas que depois vai ficando leve.

Eu não planejo nada, as esculturas surgem do nada, em geral sonho.

Não faço desenhos em papel, desenho no bloco mesmo.

Esculpo direto e isso chama a atenção, porque é um processo meio estranho.

E esse senhor espírita ficou assustado.

Não sei exatamente como é para os outros artistas, mas eu entro em alfa, em outra dimensão quando estou esculpindo. É estranho.

As pessoas que olham estranham. Já me disseram que fico tomada, mas isso é bobagem. O processo artístico é catártico mesmo. A psicologia explica isso.

Quando parei de esculpir um pouco, o senhor se aproximou e me disse algo que nunca me esqueci.

Ele disse que via alguém ao meu lado.

Alguém, um espírito de luz e que eu deveria dar um copo de água para ele todos os dias.

Fiquei assustada, mas ele falou mais.

Sou cética, mas não duvido de nada.

Ele disse que eu fazia máscaras e carrancas africanas porque o espírito que me protegia era um menino negro. E era esse menino que me ajudava a esculpir e que por isso eu esculpia daquela maneira.

Esse menino me protegia sempre.

Engraçado, sou cética, mas sempre me senti protegida realmente.

Fazia sentido.

Eu sou realmente muito envolvida com a cultura africana, jogo capoeira há anos e gosto muita da arte popular brasileira.

Ele me disse que esse menino tinha sede e que eu deveria reservar todos os dias um copo de água para ele.

E que esse menino me acompanhava, me protegia e me guiava em tudo.

E que por isso eu tinha esse espírito meio infantil.

E que ele via naquele momento o menino ao meu lado.

Enquanto eu esculpia, ele via o menino ao meu lado

E ele me olhava esculpir porque viu o menino.

Depois que terminei a escultura, senti um alivio, olhei o trabalho e senti o que sempre sinto sempre, que o trabalho não pertencia a mim.

Talvez aquele senhor tivesse razão.

Nunca mais o vi, mas sei que esse anjo costuma me acompanhar, sinto a sua proteção.

E isso para mim é um alivio.




Fonte: Relatos assombrados de São Caetano do Sul, Priscila Gorzoni 


(ESSE TEXTO NÃO PODE SER COPIADO SEM OS DEVIDOS CRÉDITOS DE AUTORIA, CONFORME A LEGISLAÇÃO DE DIREITOS AUTORAIS LEI 9610, de 19 de fevereiro de 1998, "Dos Direitos Morais do Autor", Artigo 24, Inciso II. POR FAVOR, NÃO COPIEM, COMPARTILHEM O LINK. OBRIGADA)  











sexta-feira, 1 de abril de 2016

Paróquia São Bento de São Caetano do Sul
Por: Priscila Gorzoni



Ela fica na Rua. Bom Pastor, no Bairro Olímpico. O surgimento desta igreja está vinculada à criação da Associação Católica de São bento, no dia 1 de maio de 1962. A Paróquia local foi estabelecida no dia 15 de fevereiro de 1966 por Dom Jorge Marcos de Oliveira.

Fonte: O livro das curiosidades de São Caetano do Sul, Priscila Gorzoni

(ESSE TEXTO NÃO PODE SER COPIADO SEM OS DEVIDOS CRÉDITOS DE AUTORIA, CONFORME A LEGISLAÇÃO DE DIREITOS AUTORAIS LEI 9610, de 19 de fevereiro de 1998, "Dos Direitos Morais do Autor", Artigo 24, Inciso II. POR FAVOR, NÃO COPIEM, COMPARTILHEM O LINK. OBRIGADA)

Imagem: http://www.diocesesa.org.br/wp-content/uploads/2014/11/bento1-175x150.jpg

A população do Núcleo Colonial em 1877 Por: Priscila Gorzoni  Você sabia? Em 1888 já havia no Núcleo Colonial (primeira formação de...