quinta-feira, 7 de julho de 2016

O primeiro grupo escolar de São Caetano do Sul
Por: Priscila Gorzoni




 O primeiro Grupo Escolar de São Caetano do Sul surgiu em 1920 e se chamava Grupo escolar Senador Fláquer. Essa escola ainda existe no Bairro Fundação.

(ESSE TEXTO NÃO PODE SER COPIADO SEM OS DEVIDOS CRÉDITOS DE AUTORIA, CONFORME A LEGISLAÇÃO DE DIREITOS AUTORAIS LEI 9610, de 19 de fevereiro de 1998, "Dos Direitos Morais do Autor", Artigo 24, Inciso II. POR FAVOR, NÃO COPIEM, COMPARTILHEM O LINK. OBRIGADA)  




Fonte: O livro das curiosidades de São Caetano do Sul, Priscila Gorzoni


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terça-feira, 5 de julho de 2016

As personalidades de São Caetano do Sul
Padre Venceslau Francisco Krokosz: Histórias do pároco da Igreja Ortodoxa Ucraniana de São Caetano do Sul
Por: Priscila Gorzoni


 


Os ucranianos chegaram ao Brasil em 1891. Entre os anos de 1922 e 1930, vários deles, vitimas da guerra contra os comunistas, foram assentados em São Paulo. Muitos escolheram São Caetano do Sul para viver. Foi por isso criada a Sociedade União Popular Ucraniana, que passou por várias mudanças de nome ao longo dos anos.

Entre 1946 e 1949, chegou ao país a última leva de 1,5 mil famílias ucranianas vindas dos campos de Deslocados da Segunda Guerra Mundial. Aqui eles se uniram aos membros da colônia já existente na cidade e formaram a Sociedade Ucraniana Unificada no Bairro da Fundação. A mudança do estatuto da entidade aconteceu em 1977. Ela foi necessária para que os membros brasileiros pudessem participar também.
           
Vários aspectos são importantes na cultura ucraniana, entre eles está a religião. Durante os primeiros anos de vida dos ucranianos em São Caetano do Sul, não existia uma igreja própria. Por isso, eles se reuniam em casa ou na Igreja Matriz do Bairro da Fundação. Atualmente existem duas Igrejas ucranianas em São Caetano. A Igreja Ortodoxa Autocéfala Ucraniana Paróquia São Valdomiro, que fica na Rua Dos Ucranianos, foi inaugurada no dia 11 de janeiro de 1953. A outra é a Igreja ortodoxa Autocéfala Ucraniana - Paróquia Proteção da Santíssima Virgem, que se localiza Rua Oriente, foi criada em 1951.
  
            Quem comanda por muito tempo as Paroquias São Valdomiro e a Paróquia da Santíssima Virgem foi o Padre Venceslau Francisco Krokosz, 46 anos, Gerente da Divisão de Transportes da Secretaria de Transportes e Trânsito de Guarulhos. Ele assumiu as duas comunidades ucranianas de São Caetano do Sul, em 2006. 





Krokosz nasceu em Ivaí, no interior do Paraná e permaneceu por lá até os 13 anos. Depois morou em vários lugares até chegar a São Caetano, onde mora atualmente. Em 1980 seguiu para o Seminário em Prudentópolis, no Paraná. Até 1996, período de seus estudos, residiu em Ivaí e Curitiba. De 1997 a 2005 morou em São Paulo, na Vila Bela e, a partir de 2006, mudou-se para São Caetano do Sul.

Padre Venceslau veio para São Paulo em 1997 com o intuito de estudar Licenciatura Plena em História e Filosofia Pela USP e Mestrado Latu Sensu na Área de Filosofia da Ciência pela PUC-SP, e atender a comunidade Ucraíno-católica no Bairro Vila Bela, em São Paulo, SP. Ele próprio nos conta sua trajetória de vida.

“Fui ordenado Sacerdote em 1996 na cidade de Ivaí, neste ano de 2014 completo 18 anos de sacerdócio. Sou de berço católico romano. Saí de casa aos 13 anos e fui estudar no Seminário São José em Prudentópolis no ano de 1980. Lá cursei o ensino médio e fundamental. Em seguida fiz 2 anos de Noviciado na cidade de Ivaí que é uma espécie de preparação dos candidatos para a vida sacerdotal. Cursei Teologia em Curitiba. Se levar em conta todos estudos desde o início em 1980 até a Ordenação, são 16 anos. Logo após a ordenação em 1997 fui designado pelo meu Bispo (Dom Efraim Krevei – in memória) para atender a comunidade Ucraíno católica em São Paulo onde permaneci como Vigário até o ano de 2005”, relata.

O chamado vocacional para o sacerdócio aconteceu na infância, por volta dos 7 anos, quando brincava de celebrar missas dentro de casa. Venceslau gostava de ensaiar suas missas do alto de uma grande pedra. “Aos 13 anos decidi, com apoio dos meus pais, seguir o caminho religioso. Foi em 2005 que decidi pedir afastamento da Igreja Católica Romana e passei a atender à Igreja católica ortodoxa ucraniana. O motivo principal para tomar tal decisão foi o de não aceitar a maneira que o celibato é apresentado na Igreja católica romana. Eu era rodeado de muita gente e ao mesmo tempo, quando me recolhia para o meu quarto me sentia um solitário. No momento em que constitui família, tudo mudou. Minha esposa se chama Zélia, temos 2 filhas e um filho: Manuela, Sofia e Igor com 8 anos, 3 anos e 2 meses, respectivamente. Hoje exerço o Ministério Sacerdotal, mas quando fecho as portas da Igreja tenho uma família maravilhosa que me apoia em todas as iniciativas. Sou um padre muito mais feliz que antes”, assegura.

Krokosz exerceu o sacerdócio por 9 anos na Igreja Católica Romana e agora já são 7 anos na Igreja Católica Ortodoxa. Mas explica que em relação ao trabalho pastoral não há diferença nas atividades. “O padre é vocacionado para levar a Boa Nova aos fiéis e atendê-los em suas necessidades. Pode-se dizer que a pedagogia religiosa é basicamente a mesma. O que difere são os ritos, alguns dogmas e principalmente em relação à  vida particular do padre, já que na igreja ortodoxa os padres são casados,” relata.
A rotina de Padre Venceslau não é fácil. Ele se levanta todos os dias às 3 horas, chega ao serviço às 4 horas e sai às 13 horas e 30 minutos. A tarde se dedica a atender a comunidade de São Caetano. Suas funções são variadas, faz das celebrações dos sacramentos até as visitas aos doentes nos hospitais.
Entre as dificuldades da Igreja Ortodoxa está nas gerações atuais, que nasceram no Brasil, terem problemas com o idioma e por isso às vezes relutarem em tomar parte nas celebrações e atividades. Para solucionar isso Krokosz realiza as celebrações em português. 
Durante as duas principais festas religiosas ucranianas a Páscoa e o Natal, a comunidade se reúne, em peso. Lembrando que os ortodoxos seguem o calendário Juliano e não o Gregoriano, portanto, o Natal é celebrado no dia 07 de janeiro. “Tenho vontade de começar um trabalho para atrair pessoas não descendentes de ucranianos para também participarem das celebrações”, explica.

A comunidade ucraniana de São Caetano é muito atuante. Apesar de pequena, ela possui um grupo de danças típicas e promove todos os anos seus encontros e celebrações. “A maioria é remanescente da II Guerra Mundial que após o seu término se encontrava na Alemanha e vieram para o Brasil. Temos uma média de 30 pessoas participando em cada comunidade. Entre eles alguns frequentadores com mais de 90 anos, como: Pedro Krivcun , Nadia Panczenko, Halyna Harkavenko, Catarina Kulaiew, Efrosina Kalinovicz”, finaliza. 

(ESSE TEXTO NÃO PODE SER COPIADO SEM OS DEVIDOS CRÉDITOS DE AUTORIA, CONFORME A LEGISLAÇÃO DE DIREITOS AUTORAIS LEI 9610, de 19 de fevereiro de 1998, "Dos Direitos Morais do Autor", Artigo 24, Inciso II. POR FAVOR, NÃO COPIEM, COMPARTILHEM O LINK. OBRIGADA)  




Fonte: O livro das curiosidades de São Caetano do Sul, Priscila Gorzoni





Referências bibliográficas:

Caminhos da Fé: itinerário dos templos religiosos de São Caetano do Sul, Alexandre Toler Russo, Fundação Pró-Memória de São Caetano do Sul, 2004.

*É jornalista, pesquisadora, cientista social, historiadora. Formada em jornalismo pela Universidade Metodista, com formação em ciências sociais pela universidade de São Paulo USP e Direito pela Universidade Mackenzie, tem especialização em Fundamentos e Artes pelo Instituto de Artes da UNESP de São Paulo e Mestre em história pela Pontifica Universidade Católica de São Paulo PUC de São Paulo. É autora do livro Abre as portas para os Santos Reis da Editora Fundação Pró-Memória, Animais nas Batalhas pela editora Matrix e Os benzedores que benzem com as mãos da editora UCG.




segunda-feira, 4 de julho de 2016

As mulheres da cidade
Por: Priscila Gorzoni





Em 1910, não havia mulheres entre os operários da Fábrica de Formicida Paulista. Isso começa a mudar a partir de 1918, a Matarazzo computava 312 empregados e entre eles havia 38 mulheres. Elas faziam parte em sua maioria das fábricas de tecelagem e industrias têxtil, tanto que em 1912 dos 1775 operários existentes em sete estabelecimentos fabris 1340 eram mulheres, dados conseguidos pelo Departamento Estadual do Trabalho. Segundo Martins foi com a fábrica que as mulheres de São Caetano romperam com esse espaço privado e conquistaram o público.


(ESSE TEXTO NÃO PODE SER COPIADO SEM OS DEVIDOS CRÉDITOS DE AUTORIA, CONFORME A LEGISLAÇÃO DE DIREITOS AUTORAIS LEI 9610, de 19 de fevereiro de 1998, "Dos Direitos Morais do Autor", Artigo 24, Inciso II. POR FAVOR, NÃO COPIEM, COMPARTILHEM O LINK. OBRIGADA)  




Fonte: O livro das curiosidades de São Caetano do Sul, Priscila Gorzoni


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sábado, 2 de julho de 2016

Os tropeiros do Tijucuçu
Por: Priscila Gorzoni



Eles não tinham dinheiro para comprar as terras dos beneditinos, por isso passaram a alugá-las. As pessoas que alugavam as terras formaram os bairros de São Caetano no século XVIII. Onde hoje estão os bairros: Barcelona, Santa Maria, Vila Palmares, Boa Vista, Nova Gerti, Mauá, Jardim São Caetano e São José.

(ESSE TEXTO NÃO PODE SER COPIADO SEM OS DEVIDOS CRÉDITOS DE AUTORIA, CONFORME A LEGISLAÇÃO DE DIREITOS AUTORAIS LEI 9610, de 19 de fevereiro de 1998, "Dos Direitos Morais do Autor", Artigo 24, Inciso II. POR FAVOR, NÃO COPIEM, COMPARTILHEM O LINK. OBRIGADA)  




Fonte: O livro das curiosidades de São Caetano do Sul, Priscila Gorzoni


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sexta-feira, 1 de julho de 2016

A colônia judaica em São Caetano do Sul
Por: Priscila Gorzoni




Você sabia que?
A colônia judaica ocupou uma posição de destaque no desenvolvimento do comércio de São Caetano? O setor começou a absorver esse grupo já em meados dos anos de 1920. Normalmente os judeus se engajavam no comércio como mascates, vendendo seus produtos de porta em porta. Através dessa forma de comercializar, estabeleceram o sistema de venda à prestação.

(ESSE TEXTO NÃO PODE SER COPIADO SEM OS DEVIDOS CRÉDITOS DE AUTORIA, CONFORME A LEGISLAÇÃO DE DIREITOS AUTORAIS LEI 9610, de 19 de fevereiro de 1998, "Dos Direitos Morais do Autor", Artigo 24, Inciso II. POR FAVOR, NÃO COPIEM, COMPARTILHEM O LINK. OBRIGADA)  



Fonte: O livro das curiosidades de São Caetano do Sul, Priscila Gorzoni


Imagem: Fundação Pró-Memória de São Caetano do Sul

quinta-feira, 30 de junho de 2016

A fedópolis de São Caetano do Sul
Por: Priscila Gorzoni




O mau cheiro que era expelido pelo ribeirão dos Meninos, misturado com os gases das fábricas, rendeu a São Caetano do século XIX, o nome de Fedópolis.

(ESSE TEXTO NÃO PODE SER COPIADO SEM OS DEVIDOS CRÉDITOS DE AUTORIA, CONFORME A LEGISLAÇÃO DE DIREITOS AUTORAIS LEI 9610, de 19 de fevereiro de 1998, "Dos Direitos Morais do Autor", Artigo 24, Inciso II. POR FAVOR, NÃO COPIEM, COMPARTILHEM O LINK. OBRIGADA)  




Fonte: O livro das curiosidades de São Caetano do Sul, Priscila Gorzoni

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quarta-feira, 29 de junho de 2016

Série personagens importantes de São Caetano do Sul
Uma musa na varreção de rua: Edinilza Pessoa de Souza, 28 anos, varredoura de rua
Por: Priscila Gorzoni


Muitas vezes as pessoas passam por eles como se fossem invisíveis, mas eles são fundamentais nas nossas cidades e suas histórias de vidas dariam livros.

Os varredores de rua são um dos personagens mais importantes da nossa cidade, sem a presença deles as ruas estariam sujas e não teríamos tanta mobilidade quanto temos.
Nesse post resolvi contar um pouco da história de uma dessas personagens fundamentais de São Caetano do Sul. Ela se chama Edinilza Pessoa de Souza, 28 anos e que está há 1 ano e meio no trabalho de varreção de rua.
Edinilza nasceu na Bahia e mora em São Paulo há 14 anos. Antes de trabalhar na limpeza da cidade ela ganhava a sobrevivência como doméstica. Mas hoje ela não troca mais a varreção de rua por trabalho algum, ela adora o que faz.
Edinilza conta que existem várias vantagens em seu trabalho atual um deles é que não existe uma cobrança direta, ela apenas tem uma meta a cumprir e dá conta dela. 
O setor de Edinilza começa em frente a delegacia, passa no Corpo de Bombeiros e vai até a Rua. Guido Aliberti. Depois é necessário limpar os cantinhos e por dentro das praças, prédios e calçadas. "Temos que limpar esses espaços todos os dias e como somos em 4 conseguimos, nos dividimos em 2. Eu inicio o trabalho às 7 horas e vou até a tarde. Os piores dias são em dias de muito calor, mas no inverno é bom", conta.
Edinilza conta que percebe o preconceito de alguns em relação ao seu trabalho, mas ignora. "Encontramos vários tipos de pessoas, as que nos ignoram e as que nos tratam bem e até nos ajudam. Mas eu não ligo e aprendo muito. A vida não é fácil, eu não esperava vir trabalhar aqui, mas é assim e todo emprego é digno. E eu aprendo muito com esse serviço", finaliza.


(ESSE TEXTO NÃO PODE SER COPIADO SEM OS DEVIDOS CRÉDITOS DE AUTORIA, CONFORME A LEGISLAÇÃO DE DIREITOS AUTORAIS LEI 9610, de 19 de fevereiro de 1998, "Dos Direitos Morais do Autor", Artigo 24, Inciso II. POR FAVOR, NÃO COPIEM, COMPARTILHEM O LINK. OBRIGADA)  



Fonte: O livro das curiosidades de São Caetano do Sul, Priscila Gorzoni

A população do Núcleo Colonial em 1877 Por: Priscila Gorzoni  Você sabia? Em 1888 já havia no Núcleo Colonial (primeira formação de...